Zen e A Arte da Escrita – Resenha de livro

Zen_Arte-da-Escrita_Ray-BradburyRay Bradbury
Ed. Leya
166 pags.

Eu categorizo este livro como um dos essenciais para os que estão no caminho do aprendizado da escrita . Útil até para aqueles que desfrutam de alguma experiência em escrever, pois o contato com a rotina de um grande escritor como ele, Ray, nos dá uma pequena noção de como uma mente experiente e criativa como a dele trabalha.
Com um histórico de trabalhos e sucesso invejável, Ray Bradbury é considerado um dos ícones da Literatura Fantástica.
Neste livro, ele narra sua experiência na criação de suas histórias, além de dar conselhos para os novos escritores. Conselhos poéticos como trabalhar na consciência literária e a busca de inspirações para a criação. As palavras-chave de encorajamento são: Trabalho, Relaxamento e Não Pense!.
Trabalho – a partir do momento em que faz-se o corpo trabalhar, dá se passagem para que a fluidez das ideias e palavras seja mais rápida. Quanto mais trabalhar, mais experiente estará seu corpo para que o processo criativo evolua. É o trabalho que evoca a tranquilidade na busca mais rápida e fácil das palavras. Ou seja, Quanto mais praticar, mais fácil as palavras e as ideias virão.
Relaxamento – a partir do momento que o corpo está mais experiente e com desenvoltura de buscar as palavras, a tensão da inexperiência se vai. O relaxamento na verdade seria o desbloqueio provocado pela tensão. Em um corpo mais relaxado as ideias fluem melhor.
Não Pense! – Este termo seria mais no sentido de não elocubrar demais em palavras rebuscadas, tramas mirabolantes e personagens densos demais. Anote as primeiras ideias em forma de palavras-chaves. A partir dessas palavras-chaves é que disserta-se toda a história. Nem sempre o que é mais complicado se transformará em algo realmente  interessante.
O processo de criação e de escrita do autor é bem curioso. Uma delas é o uso de palavras-chaves para capturar a essência de um sonho, por exemplo. Ele diz: ” remexia minha mente buscando palavras que pudessem descrever os meus pesadelos pessoais, os medos noturnos e da minha infância, e moldava histórias com base deles”.
Foi gratificante ler sobre uma mente tão respeitável como a dele. E louvável da parte dele pelo encorajamento aos jovens e aprendizes da arte da escrita.

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