Insurgente, de Veronica Roth

InsurgenteSegundo livro da série
Editora Rocco

Esta continuação do livro anterior, “Divergente”, mostra a personagem Tris em sua enveredagem em um mundo sendo destruído por uma luta brutal pelo poder sobre as facções.
O título, Insurgente, remete ao fato dela se tornar uma rebelde, contrária à sua condição em sua facção e o desejo em ter o poder de escolha para seu destino.
A personagem terá de enfrentar condições que acercaà sua condição de Divergente. Apesar da premissa pessimista, onde esta condição diferenciada trará a ruína à muitos à sua volta. Mas esta condição Divergente será determinante para a condução do destino de todos.
Sua condição de Divergente a assombra por causa de muitos mitos incutidos em sua mente jovem. Até reconhecer a si e se fazer presente como uma Divergente, a personagem passa por muitas indagações em sua mente.
Como uma analogia à vida adulta, seria uma passagem À essa fase de modo precoce e brutal. Pode-se dizer que reflete de como seria na vida real, onde a interrupção da fase da infância para mudar para um mundo onde crescer é mais do que necessário.
O amadurecimento rápido é a chave da sobrevivência. Apesar de necessáro, isto traz problemas. Pela rapidez em assimilar informações, alguns aprendizados são prejudicados. Certos traumas e problemas psicológicos preenchem lacunas na psique das personagens.
Mesmo amadurecidos em decisões, pensamentos e modo de viver, continuam a ser adolescentes em sua essência. Prezam os relacionamentos afetivos e sociais. A aparência constantemente testada, tanto por si, assim como pelo grupo social. E preocupação com seu próprio eu, além da necessidade na união com os entes queridos, seja família ou amigos.
O fator Divergente é algo aterroriza e dá uma carga psicológica para a personagem Tris. Ao mesmo tempo, ela confronta os conceitos adquiridos pelo aprendizado passado pela família e facção o qual pertencia.
É a rotulação para que estes, os Divergentes, sejam reprimidos. Isso é feito por causa do temor por seu poder e principalmente, a incapacidade de controlá-los. O real poder é não se submeter ao controle dos sentimentos, amigos, família, sociedade e Governo. É o poder de controlar sua própria liberdade e escolhas para seu destino.
Se fosse colocar um lema sobre este livro, seria:
“Seja Divergente, e tenha o real poder, a liberdade”.

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