O Efeito Lemmings

bufalos caindoUm efeito de consequências dramáticas surge com o simples ato de escrever. É algo que evolui em uma escala sem precedentes, se deixar fluir sem critério e senso do que o certo para a escrita.

Quando a pessoa escreve sem saber devidamente as regras, considera qualquer história que saia de sua imaginação, a jóia de sua alma. Sobe para um patamar  em que tudo que pensar tem que se escrever, sem se preocupar em coesão ou estruturação que faça a história algo legível para as demais pessoas. Basta apenas para quem escreve e nada mais.

A partir daí  a crescente curva da empreitada desenfreada em escrever sobe para a exposição a quem queira ler. Mesmo com as negativas de avaliação, se apega apenas aos comentários que interessa, que aclamam subindo cada vez mais a chama de escrever. No meio em que foi aceito, com outros de igual interesse, juntam-se em uma empreitada para a publicação. Corre-se atrás de informações, escreve desenfreadamente, endivida-se em meios escusos quase impossíveis de pagar. Todos que convivem juntos são contaminados com a crescente gana de publicar, apenas seguindo o que o grupo prossegue forte em sua união mas sem ter um direcionamento correto ou que desenfreie esse desespero em publicar.

Quando já estão à beira do precipício, crentes de que estão prontos, jogam-se na primeira publicação, esperançosos de ganhar o mundo adiante deles.

A percepção do choque ao estatelar-se com a realidade, os destroçam de corpo e alma. Alguns mal conseguem se levantar, ainda com a vontade de prosseguir, mesmo sem ter comos e apoiar o ter energia para continuar.

Outros ficam pelo caminho, em pilhas de corpos inertes como seus livros mal escitos, horrorosos em aparência, verdadeiros defuntos merecedores de serem enterrados no fundo da estante ou no lixo, por poucos parentes que ainda tiveram a piedade de ajudar.

Ainda aqueles que  sobreviveram à queda, ilesos ou não, conseguem erguer-se por terem uma estrutura que permitiu lançarem-se à frente, prontos a prosseguir ao longo dos prados que descortinam à frente em seus futuros.

O que adianta ter a urgência em escrever e publicar, se não tem a estrutura e a capacidade de sobreviver à primeira publicação?

Mesmo para aqueles que se julgam experientes, pode ocorrer um baque que os aleija e mal conseguem prosseguir, a até um dia perderem as forças e definharem amargurados por sua arte não ter o reconhecimento merecido.

A sabedoria de se aprender em fazer um trabalho que os faça fortes e seguros, é a lição primordial de que nem sempre se ter pressa em escrever e publicar é a melhor forma de expressão de sua arte. Sendo melhor preparados em suas escritas, o mundo à frente se mostrará mais brilhante e promissor, conquistando aos que se encantarão com suas histórias e formar uma legião que seguirá e o idolatrará pelo que que é, um escritor que soube sobreviver.

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