Mentes Sombrias, de Sergio Pereira Couto

MentesSombriasEditora Universo dos Livros
240 páginas

Um crime bárbaro que vitimiza duas jovens durante um evento de cultura gótica, é o início do desenrolar de uma trama onde o personagem Toni Drashko é envolvido em sua investigação.
Mas o que poderia ser um crime chocante, revela-se algo mais para o CSA Tony. O caso revolve cinzas de seu passado, que vem à tona detalhes da organização Ordem do Centauro, responsável pelo crime que vitimou seus pais.
A investigação revela o nome do misterioso Stoker, cujo nome foi baseado no criador do romance Drácula. O nome Stoker é ligado à rede social Presas Noturnas, implicada no envolvimento no crime das duas vítimas, além de outras contravenções que ele sedia na mansão Madame Lilith.
Escândalos capazes de abalar toda a sociedade de uma cidade, corrupção e crimes, permeiam a trama deste romance que traz detalhamentos técnicos de perícia criminal que peculiariza sua trama envolvente e e eletrizante.
Os pequenos problemas técnicos se diluem com a temática e desenvolvimento dos fatos em um ritmo digno de um bom seriado de tv.
Com a premissa de que é uma história que fãs do seriado estadunidense “CSI” iriam entender e gostar, de fato o livro todo seguiu a linha de história e estrutura de um episódio da série de tv. Eu conheço a série e gosto, achei ótima a ideia a correlação com o tema da série. Se não fosse uma obra original, por alguns momentos é como se estivesse imaginando um episódio da série.
Personagens de nomes e ambientação estadunidense, o autor consegue transpor com quase fidedignidade a vida do que seria rotineira em um típica cidade urbana estadunidense.
As referências de músicas servem como um adendo que complementa a ambientação, quase como uma trilha sonora à história. Detalhes que enriquece a leitura, formando um conjunto interessante e dando-lhe um certo charme.
O detalhamento das informações de perícia policial fazem parte apra dar veracidade ao personagem e ao cenário em que a história se desenvolve.
Apesar de algumas passagens bruscas de cenário e alguns momentos em que o personagens demonstra alguns detalhes de desenvolvimento psicológico imaturo, não prejudica a leitura e o prosseguimento de linha narrativa não se prejudica. Apenas se atentar a não desviar a atenção pois um mero parágrafo mal lido, a trama não prosseguirá como deveria.
A revelação da identidade do vilão é mantida até os últimos capítulos, fato que é difícil de se manter tamanho suspense. Inclusive foi uma surpresa saber quem era o vilão. Pois digo que é o tipo mais raro que se tem de serial Killer. A minha afirmação se baseia em muitos episódios da série e de outras do gênero, de quantos tipos de serial killers existentes. E este do livro é um dos mais raros de se ver nos noticiários.
Apesar de ter começado errado (esse é o segundo livro da série), fato que descobri ao ler a contracapa, mesmo assim quis iniciar logo a leitura. Senti a falta da descrição do personagem, dando margem a dúvida quanto ao comportamento dele.
Esse livro é o exemplo interessante para conhecer um outro mundo de histórias além das que a massa costuma apreciar.
Por sorte, a leitura dele não decepcionou e não me arrependi de ter começado desta maneira.

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