Inconformidade pela idiotização

inconformidadeAlgo que não me impressiona mais (o que é triste) é o fato que, quando se fala em apoiar e investir em livros, o brasileiro foge e nem quer saber de algo assim.
Mas se vem com a famigerada “vaquinha” para comprar cervela, carne pra churras, etc. Nossa, brota gente de tudo quanto é lado! E ainda ajudam a achar o lugar, descolar as gatas e som pra balada. O que me intriga às vezes (só por um lapso breve), é que noticia-se que nunca se vendeu tantos livros, que publicações digitais estão em franco crescimento, pipocam blogs e grupos de leitura, etc. Toda essa veiculação dando uma ideia que os leitores brasileiros estão finalmente se ligando aos livros.
Ledo engano.
O que vejo, são mais obras (será?) de autores internacionais sendo publicados pois são laureados por algum prêmio ou aclamado pela crítica e a avalanche de números que o acompanham. Muitas vezes, mesmo sendo um título não tão aclamado, mas se é do mesmo autor conhecido, compra-se por um valor que é mais compensador que aceitar uma obra de autor nacional.
Mesmo os autores nacionais, seguem conceitos dos livros de fora para se adequarem à essa tendência do mercado editorial. E leitores preferem obras feitas por escritores de fora pois querem ler somente o que está na moda.
O pior, obras que nem sempre acrescentam nada de diferente, inflacionam certos temas esdrúxulos, chegando ao ponto de uma editora colocar em seu regulamento para especificamente não mandarem contos de vampiros, pois é o tema que somente os aspirantes sabem escrever. Essa é a prova de que se um aspirante quer escrever sobre isso, nem quero saber do que gosta, para não sair com a mente e estômagos revoltosos.
A idiotização do leitor é uma praga pois não permite que ele enxergue vertentes literárias com mais conteúdo.
Muita do que se lê na maioria das editoras é dotada de uma pobreza de ideias e uma verdadeira aceitação de lixo cultural e mercadológico lá de fora.
Nada de diferente pode ser publicado pois a maioria não entende ou não tem capacidade de saber nem o que é uma distopia. Se soubessem de fato o que significaria, queimaria seu carrinho, bateria no patrão e sumiria no mundo.
Mas o medo de leitores a certos temas beira a isso, que se lessem algo mais inteligente, desmoronaria o mundinho perfeito dele, sem se contestar que ideias novas transformam o mundo.
As pérolas não chegam ao povo pois este mesmo não sabe reconhecer o que é precioso e diferente.
E se encontra uma pérola, a ignora pois não é a lavagem que eles conhecem.

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