Os Sete Crimes de Roma, de Guillaume Prévoust

sete-crimes-de-romaEditora Vestigio
250 paginas

O estudante de medicina Guido Sinibaldi, filho de um conceituado ex – sherife da cidade de Roma, é convocado a examinar uma cena de crime horripilante: o corpo nu de um jovem foi encontrado sobre uma coluna, decapitado e com uma adaga transpassada em seu corpo.
A partir daí, nos caminhos em que a investigação se desenrola, o jovem Guido tem de circular em um ambiente regido pela politica do comando do Vaticano. E dentre os que o ajudam em sua jornada está o inventor e artista Leonardo Da Vinci.
Em meados de 1514, provido de apenas de intuição e de conhecimentos de dedução e análise da época, o romance usufrui dos recursos com maestria, além de se aliar com a investigação de todo o paramento pessoal e de cenário que acerca todo o místério que ronda este crime. Tem de se valer da influência de seu pai falecido, para que a investigação prossiga, além de contar com o apoio logístico e pessoal de Leonardo, bem relacionado dentro da sociedade que acerca o Papa Leão X.
Em se tratando de gênero, este romance encaixa-se na categoria de um Thriller Histórico. Cuidados com detalhes da arquitetura da cidade de Roma, cronologia e ambientação da época, dão o embalsamento e todo o clima para que a história tenha todo seu desenvolvimento verossímil. Demonstra-se que houve um cuidado e pesquisa nos detalhes, onde a inserção do personagem, Guido sinibaldi, tornasse a evolução da trama coerente. Mostra também toda a complexa estrutura da igreja apostólica romana da época, com encargos, níveis de hierarquia que para a maioria nem imagina como seja na época.
O enredo transcorre sem que haja um momento sequer de que algo desande, sem que nenhum detalhe faltasse ou de tédio mesmo. Foi um desenrolar de história que prende do começo ao fim, apenas se atentando aos nomes e cargos a quem eles se referem.
Pelo fato de ter sido escrito como se fosse em uma época remota, a tecnologia da época se resumia a poucos conhecedores de sua utilização. Ainda nessa época pairava o mistério de artefatos e poções para serem utilizados para conspirações e assassinatos, que nos tempos de hoje são utilizados vulgarmente. Ainda havia a aura de mistério que hoje em dia se perde em detalhamentos tecnológicos que nem sempre são o real atrativo para uma história investigativa. Fácil de se falar em tecnologia quando se tem séries e filmes que trazem e mostram exaustivamente. De fato, o atrativo da história é de como era possível investigar crimes complexos utilizando técnicas da época, com o agravante de se lidar em um terreno minado por política religiosa.
A inserção do personagem Leonardo da Vinci é tratada com um certo destaque, mas com uma boa dosagem . Não só pela natureza de genialidade que o acercava, mas feita de maneira de que não roube toda a cena, poderia tomar o livro todo.
Digo que histórias com detalhamentos deste tipo tem um certo quê de respeito, por agregar detalhes históricos que tem que ser bem amarrados e com fundamentos reais. Um detalhe mal pesquisado pode por em terra uma trama inteira, tornado a história uma piada grotesca. Apesar de que, se os detalhamentos históricos forem bem plausíveis, dificilmente um leitor comum vai se ater a investigar se certos detalhes são reais.

Em suma, é um livro que atende bem às expectativas quanto à leitura e com um adicional de um entretenimento bem investido. Para quem gosta do tema, não se arrependerá em adentrar na trama interessante e cheias de detalhamentos históricos.

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