Rios Vermelhos, de Jean-Christophe Grangé – Resenha de livro

Rios-Vermelhos_Jean-Phillp-Grangé396 págs.

Coleção Negra – Editora Record

Como a descoberta de um corpo em um paredão de rocha e a profanação de um túmulo podem ter em comum?

A princípio, são ambos crimes a serem resolvidos em duas frentes de investigações. Cada frente é comandada pelos policiais, Pierre Niémans e Karim Abdouf.

Pierre, um detetive conceituado dentro da polícia francesa, é afastado de seu posto por conduta violenta e mandado para a cidade de Guernon para investigar a descoberta de um corpo em uma fenda na rocha e de difícil acesso.A princípio, a ambientação é em uma escola renomada da região, envolvendo um de seus funcionários. Sua experiência como investigador conduz a investigação, que revela-se supreendente nas descobertas.

Karim, um inteligente agente promovido a detetive, tem por sua origem árabe e criação em guetos marginais. Seu temperamento e treinamento põem à prova todas as expectativas investigativas de seu pequeno departamento de polícia. Ele não só encontra dificuldades em prosseguir sua investigação pela chefia que não acredita no crime infimo a ser investigado, assim como sua aparência, que se impõe pela temeridade de ser confundido com um marginal.

As duas linhas de investigações mostram o enfoque que cada personagem a seguir pistas que mal sabem que convergem a um mesmo.

Os personagens não se dão conta da existência um do outro. Quando ocorre a convergência, o choque dos dois personagens é inevitável e impactante. Reconhecendo a importância de cada um, a investigação torna-se uma vertente de proporções que os dois não esperam. Descobre-se um plano muito maior e escandaloso, relacionado a seleção por genética, troca de crianças e dentre outros crimes. Por causa dos corpos estranhamente mutilados revela que o plano engendrado por um grupo pequeno e escuso atingindo proporções inimagináveis.

O que atrai também nesse romance é a ambientação em localidades no interior da França, além da estrutura funcional da polícia francesa, que convence bem e bem enlaçados dentro da trama. O interessante é que, quase até o final do livro, mal se sabe quem foi o verdadeiro assassino, que produzia tais corpos bizarramente mutilados. Quando se revela o assassino, é grande a vontade de reler o livro revendo os passos, de como o assassino se portou nos crimes. Sendo um ótimo thriller policial, a leitura é frenética.

O primeiro capítulo é de uma narrativa surpreendente, com detalhismos que empolga e impulsiona a leitura, sem dar chance a paradas. filme rios vermelhosEm 2000, fizeram o filme baseado no livro. Com a direção de Mathieu Kassovitz, conta em seu elenco Jean Reno (que faz o papel do personagem Pierre Niémans), Vincent Cassel (do filme Cisne Negro), Dominique Sanda, dentre outros.

O personagem original do livro, Karim Abdouf, foi substituído por outro, Max Kerkerian, interpretado por Cassel.

Este filme teve indicações ao prêmio César, que é o prêmio máximo do cinema francês, de Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Edição.

Aqui no Brasil o filme recebeu o nome de “Rios Vermelhos, Anjos do Apocalipse” e teve uma continuação em 2004. Vejam o triller do primeiro filme:

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