Os gêneros e eu

writingPor esses dias, a recepção de um querido autor e amigo, trouxe-me mais que sua admirável (alta) presença. A oportunidade de se conhecer um escritor experiente e disposto a conversar sobre livros, e escrita, foi simplesmente mágico.

Tenho a plena ciência de que sou inexperiente na escrita. tento emular uma certa competência em meu estilo um tanto técnico e gélido, como outro amigo meu comentou. Apesar de ainda trabalhar (muito) em meu texto, não será isso que me desencorajará a contar as minhas histórias.

Baseado nisso, acreditava que teria que me focar em um gênero de história. Essa crença trouxe uma certa preocupação.

Tenho por preferência de leitura a Ficção Policial.

Claro que tenho outras preferências, como a Ficção Fantástica no geral (FC, fantasia, terror, etc.), mas a Ficção Policial me acompanha desde as minhas primeiras leituras. A minha preocupação passou a preocupar quando comecei a acompanhar o mercado e os autores desse gênero. Além disso, acompanho também autores de outros gêneros. Pelo comparativo e histórias vi os sinais de que o gênero que tanto aprecio não era bem visto e nem entrava no rol de escolha de editoras para publicação.

A porção de leitores confessos e assumidos do gênero é bem menor que outros. Tanta é a rejeição pelo gênero é que autores que são amigos meu e leitores que compartilho ideias sequer demonstraram interesse em ler os meus contos de Ficção Policial. Ou que simplesmente nãos e interessam em ver.

Mas com um detalhe em uma conversa informal, eis que vez a seguinte declaração:

“O Autor não deve-se se ater a um gênero só. Aqueles que se focam a um só ficam alienados a esse gênero e tornam-se prisioneiros deles mesmos. O fato de se limitar a um gênero é complicado pois não dá chances dele evoluir na escrita, tornando um autor de escrita ruim. Chega a um ponto em que sua involução não permite ser bom até no gênero que aprecia”.

Ou seja, quem quer escrever tem que se aventuras em outros gêneros sim. Isso é essencial não para ficar bonito no currículo, mas por sobrevivência evolutiva literária. Quanto mais se escreve e em gêneros variados, tem por capacidade de adaptação em desenvolver uma boa história, sem estar preso a “padrões” típicos de cada gênero. A quem muito se acostuma a seguir regras acaba por tolher sua criatividade e capacidade inventiva de escrita.

Portanto, é algo que não devo me preocupar. Devo me preocupar sim em escrever, seja em qual gênero, para tornar minha escrita melhor.

A luz de esperança é o pensamento-certeza de que uma boa escrita se dá bem em qualquer gênero.

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