Ser chato ou não, eis a questão

boring1É muito comum as pessoas dizerem que achou livro tal e outro, chatos ou que abandonaram por não suportarem irem até o fim. Acredito que é mais comum ouvir essas argumentações, mais que imaginam.
Mas o fato é o seguinte, o livro que leu e declarou chato, era de fato mesmo?
Eu mesma já me deparei livros chatérrimos, mas que li até o fim. Um exemplo? Livro de programação. Um livro sagrado. E por aí afora. Mesmo que acho chato os livros de programação, é uma leitura relacionada à minha profissão. Por causa do foco de leitura, que é relacionado a trabalho, acho-os demais, legais mesmo. E porque? São úteis para o que preciso. E só.
Entendam que a motivação para ler é na maioria esmagadora, impulsionada por atrativos relacionados a leitores entusiastas, capa e projeto gráfico chamativa e status de boa leitura (no sentido que de que se ler, é considerado um leitor experiente). Condena-se até a linguagem utilizada, sem ter o preparo necessário para uma leitura mais classicista. Um leitor de Dragões de Éter vai achar uma leitura modorrenta o livro Senhor dos Anéis. Entendam os níveis de leitura, mesmo dentro do mesmo gênero?
Não que sejam erradas todas as motivações que a maioria segue, mas que carece de um discernimento que direcione os que não possuem a mente aberta a leituras novas. Para tal, o melhor é se informar a respeito do livro que vai ler, já para ter alguma ideia do que irá lidar. Esqueça o entusiasmo, as negatividades que surgirem. Analise friamente do que se trata o livro e a partir daí decidir se lerá ou não.
Fato importante é que a leitura de um livro não ser ser condenada por causa daquele lapso de tempo do leitor no momento. Se não entende o que está acontecendo ali, tem que voltar em uma outra época, com uma cabeça mais com ideias e conceitos diferenes de outra época, e retomar a leitura. Digo isso pois de tempos em tempos, dependendo de cada pessoa, as nossas objetividades mudam de acordo com as passagens e experimentações pessoais, trazendo conceitos novos que mudam-nos.
Entendo que muitos acham chato aquele livro da modinha, enquanto outros acham-os demais. Eu mesma li “A Culpa das Estrelas” e achei a escrita do autor interessante. É um livro bom, bem escrito e com uma boa pesquisa sobre o assunto. Mas entendam como a minha leitura teve um foco diferente, sob o aspecto geral do que é a essência de um livro que tornou-se best-seller. Deparei com o fato de que o autor se preocupou em seguir uma linguagem contextual que atende ao público juvenil. Quis pôr à prova se o autor era bom mesmo e li outro livro dele. Achei-o melhor ainda no “Cidades de Papel”. Ou seja, o autor é competente no que se propõe a escrever e com isso arrebanha milhares de leitores por conseguir escrever para o seu público.

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