Evento “Tarrafa Literária na Vila”

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27 de setembro de 2014 – Sábado
Realizado na Livraria da Vila, da Alameda Lorena, o evento Tarrafa Literária ganhou uma versão extendida aqui para São Paulo. Isto é fantástico pois serviu para aqueles que não têm tempo de descer a serra e ir para Santos, mas sem deixar de prestigiar alguns dos autores participantes. Só acredito que ficou um pouco em cima da hora (soube três dias antes apenas) o que para algumas pessoas podem ter atrapalhado.
Na ocasião, participei de dois bate-papos em que entrevistou-se dois autores: Tom

Perrota (The Leftovers) e Carlos María Domínguez (A Casa de Papel).

Tom Perrota

Rodrigo Simonsen, mediador e um dos organizadores do evento. Tom Perrota, à direita, um dos autores participantes.

Rodrigo Simonsen, mediador e um dos organizadores do evento. Tom Perrota, à direita, um dos autores participantes.

O autor do livro que deu origem à série, The Leftovers (Deixados para trás), falou sobre sua vida, da carreira como escritor e de livros também. Interessante saber sobre seu processo criativo, onde fez-se a menção de que “pule as partes chatas”, no sentido que deve-se ater a fatos que sejam importantes à história. Descrições longuíssimas (tipo 2 páginas ou mais) é algo que fazia sentido no século retrasado, onde as pessoas não tinham acesso a ambientações diferentes e que aparentemente não se importavam em ler essa massa de texto. Hoje em dia é algo que transmutou-se para se adequar às novas gerações de leitores, acostumados ao fácil acesso, visual e cultural no geral, e que são arrebanhados de modo diferente de tempos atrás.
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Ganhei um autógrafo!

Ganhei um autógrafo!

Ele falou também de outras obras dele, Criancinhas e Eleição, onde cada um alcançou o sucesso editorial em tempos diferentes, de quando foram escritos de fato e impressos.
Outro detalhe interessante dito por Tom é sobre microcosmos que cada autor vivencia. O autor deve escrever sobre o que sabe, o que há ao seu redor. Ou seja, escrever sobre o que realmente vivenciou e o que conhece. Pelo menos o texto será mais autêntico e de uma perspectiva que certamente muitas pessoas se interessarão
Apesar de ter começado a ler há pouco tempo o livro Deixados para Trás, a escrita dele mostrou-se muito boa qualidade literária, atual e atrativa. É um autor que capturou minha atenção pela qualidade de seu texxto, além de sua presença e conversa simpática e agradável.

Carlos María DomÍnguez

À esquerda, Joca Reiners Terron. À direita o autor Carlos María Domingues.

À esquerda, Joca Reiners Terron. À direita o autor Carlos María Domingues.

Este bate-papo foi mais intimista pois não haviam tantos participantes como o do Tom. Mas não diminuiu-se o quanto de interessante este autor uruguaiano falou. Contou sobre seu livro A Casa de Papel, com uma premissa interessante para quem gosta de ler e vive para os livros. Com a intermediação de Joca Reiners Terron, abriu-se com a menção da sinopse do livro:
“Os livros mudam o destino das pessoas: Hemingway incutiu em muitos o seu famoso espírito aventureiro; os intrépidos mosqueteiros de Dumas abalaram as vidas emocionais de um sem-número de leitores; Demian, de Hermann Hesse, apresentou o hinduísmo a milhares de jovens; muitos outros foram arrancados às malhas do suicídio por um vulgar livro de cozinha. Bluma Lennon foi uma das vítimas da Literatura. Na Primavera de 1998, Bluma, uma lindíssima professora de Cambridge, acaba de comprar um livro de poemas de Emily Dickinson quando é atropelada. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de A Linha da Sombra, de Joseph Conrad, em que Bluma escrevera uma misteriosa dedicatória. Intrigado, parte numa busca que o leva a Buenos Aires com o objectivo de procurar pistas sobre a identidade e o destino de um obscuro mas dedicado bibliófilo e a sua intrigante ligação com Bluma. A Casa de Papel é um romance excepcional sobre o amor desmesurado pelas bibliotecas e pela literatura. Uma envolvente intriga policial e metafísica que envolve o leitor numa viagem de descoberta e deslumbramento perante os estranhos vínculos entre a realidade e a ficção.”

A Casa de Papel, Editora Realejo

A Casa de Papel, Editora Realejo

(retirado do site wook)

Outro detalhe interessante que Carlos diz que as pessoas que vivem para os livros e se sacrificam por eles, é comum ouvir-se que “eles não vivem” ou “são deslocados sociais”. Ou seja, referenciam a quem lê mais que maioria e gosta de livros como pessoas que não tem vida social. Atesto que é uma inverdade pois existe sim uma vida, mas dedicada àquele mundo que a prórpia pessoa criou. E fora que as ligações sociais existem pois cria-se laços com aqueles que possuem mesmos interesses. Tudo ao redor dos livros.
Foi um evento muito esclarecedor, tanto como leitora de livro assim como no sentido de ser escritora.

Aproveitando, posto aqui a foto do livro reeditado recentemente. Este livro foi impresso originalmente lá pela década de 90 e por felicidade, reeditado em uma edição muito bonita e moderna, pela Editora Realejo.

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