Microcosmos encontrando outros

connect-the-thoughtsRecentemente, em um evento em que se entrevistava um autor americano, Tom Perrota no caso, mencionou-se como era para ele escrever sobre o seu mundo, além de suas experiências como escritor.
Ele contou que já escrevera sobre assuntos que não gostava mas que eram “moda” na época em que queria lançar livros. Ele percebeu que dessa maneira, não era o bom suficiente para chamar a atenção de algum editor. Ele acreditava que escrevendo sobre o que não sabe e nem gosta, o livro se torna um fardo difícil de se trabalhado e correndo o risco de não ser lido pois não era bom o suficiente para os que gostam da temática.
Por experiência, a partir do momento em que começou a escrever sobre realmente sabia, Tom começou a chamar mais atenção para seu trabalho. Era como se seu trabalho ganhasse um “tempero” especial que ele não acreditava que daria certo. Mesmo que, ao passar dos anos, ele quis optar em abordar sobre outros temas, um detalhe que enfatizou foi que pode-se falar de certos temas sob a ótica de onde ele mora, que sempre encontrará alguém que compartilha do mesmo conceito e até, refletir os mesmos problemas e impressões, em terras mais distantes. Isso não importando se é seu vizinho, um leitor do outro lado do país ou mesmo de outros continentes.
O cerne da ideia deve-se refletir em outros que escutem o mesmo eco emitida de outros. Ou seja, para se atingir outras pessoas, as ideias devem reverberam em algo que seja em comum como seres humanos e leitores.
Posso não entender em nada de economia mundial, mas quando leio uma história em que uma pessoa passa pelo mesmo problema que eu, em sua sociedade econômica, naturalmente realiza-se a ligação. É pela empatia que pode ligar leitores de muitos lugares, conectando-se no mesmo problema ou ideia.
Em um grupo de discussão, reclamava-se da falta de nacionalização da literatura, onde os mais jovens optam por escrever sob termos estrangeiros copiados de livros de literatura estrangeira. Apesar de alguns escritores nacionalistas baterem no peito que o fazem e dizem que os escritores de agora são desenraizados culturais, não estão analisando que o problema é mais do que o querer em se fazer uma literatura nacional de qualidade. Pode-se falar dos confins do Brasil, de mostrar o quanto a nossa cultura possa ser interessante, falta o sentido em se conectar os leitores de todas as regiões. O grande lance é achar o ponto de conexão que chamará a atenção de leitores novos não escrevendo no mesmo tom que os lixos editoriais importados. E sim conectar-se em assuntos e problemas que os jovens passam em comum. E que é basicamente como os livros ditos “de sucesso” pegam. Eles sabem explorar os problemas em que os jovens se espelham. As pessoas sofrem da mesma maneira em qualquer canto. Elas passam por agruras parecidas mas sangram a mesma cor de sangue.
Os problemas podem ser um tanto diferentes de uma região e outra, mas o que não muda são as reflexões que cada um tem sobre o que serão e de como realizarão para chegar a um futuro próspero.
Os leitores são mais parecidos a nós do que imaginamos.

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