Eu Urbanista, Tu Regionalista

726b71f79bdab7aca379587060632244Por essas semanas, muitas mudanças têm me ocorrido.
Muitas boas e positivas, que só tende a melhorar a minha carreira de escritora.
Por outro lado, algumas revelações que pareciam meio óbvias, mas que caíram duramente em minha cabeça e coração.
A mais dolorosa é que um dos amigos que mais considero, revelar sua preferência por outra, pelo estilo de escrita, semelhante à dele.
Digo doloroso pois não mudaria o meu estilo de escrita, por mais que esforce, para agradar a quem eu gosto.
Ou pior.
A ter migalhas de atenção que sei que nunca virão pois o mesmo não daria o braço a torcer em reconhecer algo em mim que seja bom o suficiente. Olhos literatos rejeitam o colóquio, como sujeira deixada por pássaros.
Uma coisa é reconhecer qual sua verdadeira essência e veia literária. Posso não ter um texto meticulosamente poético em mesuras em forma de palavras, nem fazer odes ou narrativas sobre o intimismo interiorano, encapsulado em cidades e situações provincianas e cheias de lirismo bordado em estilo machadiano. Ou mesmo se orgulhar de um regionalismo que eles próprios respiram e se sufocam em tédio, que os urbanistas não vão longe da toxicidade das grandes cidades que os oprimem.
Sei que nenhum dos mundos literários, regionalistas e urbanistas, vivem em um clima feliz ou mesmo com perspectivas que os acalentem ou mesmo satisfaça aquela inquietação de não ser lido ou mesmo, mendigar a atenção da maioria dos leitores, mesmo àqueles que menospreza.
Portanto, ninguém é feliz em nenhuma das misérias, seja de qualquer canto ou grupo literário.
Mas viver isolado ou ser isolado pelo seu estilo de escrita, isso é errado.
Ou mesmo se esconder em grupos, achando que é a táboa de salvação, não vai trazer a satisfação ou a projeção almejada.
Com tantos problemas em se lidar com o mercado editorial já não bastassem, ainda temos que rivalizar ou mesmo ser discriminado por causa do estilo de escrita?
Não haveriam tanta infelicidade literária se a ajuda fosse empática e desprovida de discriminação pelo estilo de escrita ou concepção de ideias regionalistas.
Tenho como prova cabal de que não se pode diferenciar as pessoas, pois não se sabe as surpresas que vida traz.
A uma pessoa a quem não dei importância no começo, agora é a pessoa que está viabilizando o meu sonho de publicar um livro. Sem cobrar ou mesmo mendigar pela minha atenção.
Quando algo de bom tem de sair de algumas relações, isso acontece naturalmente.
Se nada de bom ou produtivo saiu de uma amizade ou aliança, algo está errado.

Não guardo mágoa mesmo daqueles que me deixaram de lado.
Teria algo a sentir se fosse algo que tenha dado importância.
Como nada sinto, em nada significou.

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