Somos Todos Repetidores

boi repeteIdeias que escritores querem seguir, achando que conseguirão convencer o editor e por consequência, alcançar a a publicação.
Muitos acham que pedindo opinião sobre o que estar certo ou errado com seus textos vão ajudá-los. É uma ilusão ter esse tipo de dúvida, além do fato de seguir uma lógica simplista e rasa. A problemática de seus trabalhos vão além de erros da língua portuguesa, que são percebidos pela maioria, mas que não deveria ser a preocupação principal de quem escreve.
Quase poucos (mesmo) tomam consciência que a problemática está na conceitualização da ideia que tiveram para escrever a história.
Somos bombardeados constantemente de ideias. Estas que se manifestam em toda forma de mídia, cercam-nos pela Tv, internet e até no falatório popular. Mas esse bombardeio é feito de ideias prontas, produzidas pelas mídias e que querem que você compre, consuma até seu cérebro virar mingau.
Sem chances de se pensar de fato, a maioria dos escritores segue a mesma fórmula repetida nos meios despejados sobre ele. Isto é seguir o pensamento vingente das massas, pensar como bovinos no pasto para engorda.
Não que seja impossível se defender de tudo isso.
É possível, sim.
Mas porque se defender de todo esse bombardeio?
A resposta tange principalmente no lance de se produzir algo criativo para escrever uma história. Dizem que não se produz nada mais de original ultimamente. É verdade pois atingimos uma saturação de coleta e exploração de tudo quanto é ideia que rondeia o mundo. A maioria dos fatos e lugares interessantes está exposto. Mas ainda há de se acreditar que ainda é possível surgir ideias originais. A dificuldade de se achar histórias é tanta que cada vez mais comum a canibalização de todo tipo de histórias, conhecidas e obscuras, de até séculos atrás.
Ainda é possível achar algo de criativo, pelo menos. Só que tem que se ter uma capacidade de enxergar no que ainda não foi explorado. Nenhum tema se esgota completamente pois ainda há conjunções possíveis de serem feitas, por mais absurdas que pareçam.
E é exatamente essa questão, que editores estão correndo atrás.
Lacunas editoriais ainda não exploradas ou que poucos têm ideias e capacidade de explorar. Não adianta um escritor ter uma excelente ideia e ser um medíocre no desenvolvimento da escrita. Por consequência, uma ideia deixou de ser boa, em mãos incapazes de explorá-la. Mesmo que uma ideia já foi explorada, não quer dizer que ela simplesmente fica encarcerada em um história só. Sempre haverá um meio de se usá-la, dando escape por detalhes que a transforma, sem parecer plágio.
As histórias nunca acabarão pois a cultura da humanidade está se mesclando cada vez mais, derrubando fronteiras. E cada vez mais nos globalizamos, interessando por histórias de todo canto do mundo, indexados em nossa cultura como se fosse uma coisa só. Falta fazer a nossa parte, mostrando o que há de melhor em nossa cultura.
E deixarmos de ser repetidores de fórmulas prontas bombardeadas, só porque é mais fácil de se seguir e que ilude-se que best sellers vende uma fração monetária que achamos ter direito também.

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