Escrevo sim e estou vivendo

writing3No início, encarava o ato de escrever em si como algo descompromissado, uma forma de expressar minhas histórias.
Depois que passei por um luto por uma pessoa muito importante em minha vida, escrever se tornou uma forma de desafogar todo sentimento e pensamentos que não podia expressar ou mesmo encher os ouvidos de quem que propusesse a me ouvir. Mesmo porque, falar por minha própria voz era algo que não conseguia expressar totalmente, sem que me debulhasse em lágrimas ou caísse em uma mudez depressiva.
Aliei com a leitura de livros meios para que saísse dessa fase difícil.
Propus-me a escrever, não só para dar continuidade à obra de meu falecido marido escritor, mas também dar-me outro sentido à minha arte e expressão de minhas histórias.
Em pesquisas pela internet, descubro que a escrita, tanto de poemas assim como de outras formas de escrever, foi utilizada como forma de terapia psicológica para casos específicos onde o tratamento convencional não era atuante eficientemente. Há relatos de experimentos em que alunos considerados “problemáticos”, tratados com a terapia da escrita, melhoraram consideravelmente em comportamento.
Se era terapêutico, foi algo acertado pois nunca me fez tanto sentido e vazão para minha capacidade criativa como está sendo escrever. Melhor até mesmo que desenhar, que era algo que me frustava demais.
Estudei os estilos de escrita e categorias de histórias (contos, romance, etc.). Um dos últimos patamares de escrita seria a poesia. Era um desafio pois escrever poemas exigia um certo grau de conhecimento e regras de estruturação que penei a compreender totalmente. Depender totalmente de inspiração não era algo muito prático pois era a ideia que deveria constar no poema não ficava sucinto naquela montoeira de palavras. Ainda estou aprendendo mas a prática faz a diferença.`
Percebi que ler várias obras de diversos poetas tornou-se bem útil, para analisar como cada autor estrutura seu poema e seu estilo de narrativa. Um que me fascinou foi Augusto dos Anjos. Foi com a dica do prof. Bráulio Tavares que finalmente deu-me uma elucidação sobre a estrutura dos versos de Augusto dos Anjos. Digo que foi elucidador no sentido de que considero rima algo “irritante”, um ranço preconceituoso que carrego desde os meus primórdios de leitura. Pela explicação do professor, o autor fazia rimas ricas e com palavras pouco usuais, sem que fossem substantivos com mesma categoria de palavra. As combinações são simplesmente fascinantes.
Ainda estou engatinhando nesse campo dos poemas. Mas acredito que meus passos trôpegos logo se lançarão a passos firmes e belos.

Quem quiser conhecer o meu mais novo blog Mais de Cem (http://maisdecem.wordpress.com), onde posto os meus ensaios de poemas e pensamentos. Este blog tem sido uma experiência interessante pois alio não só os escritos, assim como disponho-os com uma estética visual pessoal e trabalhada no tema de cada um.

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