Pretérito Imperfeito, de Gustavo Araújo – Resenha de livro

Preterito_imperfeito_Gustavo-Araujo286 págs.
Editora Caligo

Poucos livros da atualidade que protege as lembranças da infância por um daqueles que ainda acreditam nela como algo puro, proporcionando um encapsulamento de momentos tocantes à alma, inesquecíveis e que trazem à tona bons sentimentos, sem que se percam à turbulância que é o crescer nas fases da vida.
A trama da história traz as dificuldades de cada um que vive sua fase na vida, seja adulta ou criança. Acresce-se a tensão de um período histórico de nossa nação. Mundos particulares que prosseguem em uma aparente cegueira ao que corre à volta e dá-nos a expectativa do desenrolar e das probabilidades do que nem sempre queremos ou da intensa satisfação do bom desfecho.
Essa expectiva gerada pela história é transmitida de tal poética que remota autores de nossa literatura clássica, tornando-a mais surpreendente e cativante ao mesmo tempo. A poética de suas palavras embalam deliciosamente em uma leitura fluida que nem vemos o tempo passar.
Um história de infância, com seus problemas próprios, em tempos difíceis de um país em transformação e ebulição política. Cada peça de sua história se entrelaçam sob a magia de desdobramento de tempo e espaço, em um final supreendente que burla toda as probabilidades racionais.

Nota pessoal:
Quando o autor solicitou que olhasse a história, dei alguns pitacos da probabilidade que ela poderia tomar. Na época, ainda se entitulava “Cartas a Cecília”. Ao passar do tempo, fui surpreendida ao ser citada no livro já pronto, por ter sido uma das que colaboraram com que o livro tivesse o direcionamento para que tomasse a forma final.
Eu conheço o Gustavo por causa do grupo do Entrecontos e digo sou suspeitíssima em elogiá-lo.
Sempre se mostrou um verdadeiro gentleman, como poucos que já deparei pelas redes sociais.
Um grande autor se mostra ser o que é em qualquer situação, em suas gentilezas e postura profissional, disposto a ser mais humano em um mundo como nosso, além de ser um literário como poucos.
Se fosse afirmar que a literatura tem sua herança, Gustavo Araújo é um dos poucos que o merecem ser, um herdeiro da excelente literatura brasileira.

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