Ser ou não ser podcast, eis a questão

Ler livros é o que há de melhor quem quer conhecer novas histórias e modos diferentes de se contá-la.

Por causa a rotina incessante, mais e mais tarefas que o leitor tem de suportar, fazendo malabarismos para continuar esse hábito, ultimamente é cada vez mais popular as versões digitais dos livros.

Eu mesma me rendi a essa modalidade, não só por causa do meu trabalho de Designer Crossmedia, mas devido  à possibilidade de ler durante viagens de ônibus e metrô, o maior número de páginas e edições que possam caber em um leitor digital.

Eu ainda sou fã de livros em papel, pois ainda há muitas edições (que me interessam) que não estão disponíveis no formato digital. Mas existe a questão problemática dese carregar livros físicos. O fato de não haver espaço dentro da bolsa para certos volumes e também de manuseá-los requer um certo cuidado e paciência para não estragá-los ou mesmo não dar tempo de ler o tanto de páginas que se quer em um trajeto curto de metrô (no me caso, 3 estações somente). Acho que sou a leitora mais estranha pois sempre que tenho que ir a um lugar ou uma situação que ultrapasse meia hora, fico feliz. É o tempo necessário de ler um ou dois capítulos.

Assim como vem a facilidade em ler em uma tela, eis que vem outra facilidade mais cômoda ainda: audiolivros.

Juntamente com essa facilidade, o que não podia ficar para trás para seguir os leitores ocupados, vem os comentários e resenhas em formato de áudio ou vídeo.

Se o resenhista tiver o equipamento necessário e boa apresentação pessoal (voz e aparência visual ótimos ou razoáveis) têm à disposição um meio muito popular e fácil para capturar mais e mais seguidores.

Estou ainda ensaiando a possibilidade de gravar uma versão podcast de minhas resenhas e opiniões sobre livros. Mas ainda não sou segura quanto à minha voz (anasalada e baixa). Meu falecido marido era popular e querido por causa dos podcasts e videocasts. Mas é algo que não combina com minha pessoa, simplesmente.

Os que seguem essa tendência trabalham muito bem suas edições. Mas percebo que quando entra uma novidade, algo é deixado de lado inevitavelmente. Percebo que em boa parte dos leitores que gravam seus podcasts e videocasts optam por livros mais populares, que estão na moda.

A lógica disso é óbvia.

Querem ser populares, tem de se comentar sobre o que a maioria lê. Mas com isso perde-se no conteúdo, que é sobre os livros que não são tão populares mas que possuem uma qualidade literária que muito leitores desconhecem. Seria a perpetuação das modinhas e do processo de idiotização que tornam a maioria dos leitores brasileiros vaquinhas de presépio, devoradores de literatura fácil de ser digerida, mas que em nada acrescenta à carga cultural destes.

Enfim, para me render a essa nova modinha, estudarei a possibilidade. Se aderir, faria com mais conteúdo e não seguir o molde de outros.

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