Truques da Escrita, de Howard S. Becker – Resenha de Livro

Truques-da-Escrita_SBeckerEditora Zahar
253 págs.

Com a premissa publicitária ousada, promete ajudar na dificuldade de muitos escritores, estudantes ou qualquer estudioso que ecessite de ajuda apra elaborar seu manuscrito em tese, e que sofre com o processo de elaboração a até que parecelonginquo final de seu trabalho escrito.
O tom de seu discurso é agradável e ágil, sem parecer um vendedor de frutas em fim de feira. Os passos e dicas propostos são de certo modo simples de entender e aplicável em qualquer processo de trabalho.
Por ter um enfoque sociológico (explicado pelo fato de que o autor é acadêmico de ciências sociais), dá seu recado a contento, sob uma ótica diferente de muitos livros sobre escrita e redação.
Cita desde a Teoria da Composição, frequentemente referenciada em manuais de redação, que passa pelo campo das Teorias Sociais, que explicam a passividade do leitor diante de leituras curtas.
Uma das dicas que soou óbvia, mas que é facilmente esquecível, que é o fato de esquecermos sobre o que queremos escrever de fato. O lance de pensar e elaborar por etapas pareceu uma dica simplista, mas muito boa no sentido de que a maioria dos escritores e estudantes é que desejam escrever de uma vez só. Ou seja, a partir do momento em que começam a escrever, já querem algo pronto, definitivo. Isso é um erro acreditar que com poucas correções é um tipo de avaliação da qualidade profissional do escritor. A não ser o básico obrigatório, que é saber a gramática da língua portuguesa, o restante é algo que se aprende ao longo do processo que é escrever profissionalmente.
O autor também acresce críticas ao estilo empoado que muitos acadêmicos aplicam em seus textos para a classe de estudiosos. A referência do uso do estilo empoado e cheio de rococós é aplicável a escritores também. Com relação ao “vício” do uso do estilo empoado em sua classe acadêmica é devido ao fato de que, se não adotassem esse modo de apresentar suas ideias, não seriam levados a sério e nem aceito pelos colegas de classe profissional por acharem que seus trabalhos perdem a qualidade necessária pra serem tratados como um acadêmico aceitável. O autor enfatiza que esse uso é uma tolice pois perde-se em termos complicados a ideia que o texto deveria transmitir.
Algo que é pouco difundido dentre os iniciantes e aspirantes é o processo de reescrita. mesmo com profissionais, todo texto é passível a ser “mexido”. O fato de ter um texto revisado ou “mexido” não diminui o valor profissional do escritor. Seria amadorismo encarar como fracasso o fato de ter o texto passível de ser modificado.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s