Quer divulgar seus poemas? Seja um Instapoeta!

12235081_1523136181336012_6371991640687861881_nRecentemente deparei com duas situações que me fez repensar sobre como divulgar meus poemas.
A primeira situação foi a de um poeta chamado António Corvo, que depois de sair de um bloqueio imposto pelo Facebook, foi proibido de divulgar seus posts de sua fanpage em muitos grupos da rede social. Um situação chatíssima mas explicável. Percebi, ao longo de tanto tempo a observar o Facebook e até topar com uma pessoa que divulgava em mais de 1000 grupos posts sobre sus trabalhos (que nada mais eram fotos e textos sobre si, afinal). O que notei foi que se é detectado postagens seguidas nos grupos (não saberia dizer em quantas seguidas), é recebido a notificação de bloqueio. Uma das hipóteses, (digo isso pois nunca me ocorreu) é que entra no filtro de proteção do sistema do Facebook para bloquear o que classificam como Pishing ou propaganda massiva gerada por programas para publicidade de internet.
Eu acredito que isso deve ter ocorrido com não só o poeta, assim como outros que não vejo mais postagens nos grupos que usualmente publicavam (e que não eram poucos).
É por isso que volta e meia escrevo a respeito de divulgação em redes sociais pois muitos escritores e poetas não sabem ou fazem um uso das redes que não são as ideais. Ou pior. Podem cair no filtro da rede sem que sejam de fato divulgadores massivos que a rede classifica como nocivos.
Existem regras simples e até programas otimizadores de divulgação para as redes sociais. Eu lanço mão de divulgar em poucos grupos, em somente aqueles que sejam relevantes para o assunto que estou divulgando. Por exemplo, não costumo divulgar meus poemas na comunidade de resenhas. Ou mesmo quando tenho resenhas, divulgo em grupos de leitores, clubes de leitura e dependendo do conteúdo ser informativo, a até no Ajudando Escritores.
O programa otimizador de postagem é o Hootsuit. Mas não tenho muita paciência com ele pois tenho reduzido muito as postagens por conta de ter muito trabalho e estudos da faculdade a fazer. Mas que tem a necessidade de divulgar, ele é uma boa pedida.

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A página no Instagram do instapoeta Tyler Knott Gregson, um fenômeno nos EUA

Para divulgar poemas, descobri uma reportagem sobre poetas que divulgam no Instagram e Twitter. Além de serem chamados de Insurgentes Digitais (legal!) chamam-se também de Instapoetas. Existe até mesmo uma estética que seguem. Utilizam de cópias datilografadas em papéis comuns e rasgados até, além de rabiscarem em blocos de anotações em suas próprias letras. Tiram fotos do que escreveram e postam nas redes sociais. Ah, não esquecer das hashhtgs/palavras-chaves (#exemplodetag).
Existe uma explicação para tal configuração visual para tais poemas. É aquele lance do naturalismo ou mostrar que foi feito por uma pessoa mesmo, sem ter o artificialismo de montagens lindas com poemas, que geralmente as pessoas se valem mais a apreciar a imagem do que o poema em si. Considero bem interessante a proposta pois mostra-se que o poeta é um artista e que não precisa de sofisticações digitais para ser notado.

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Trabalhos do Tyler no Instagram

Não tem jeito. Para divulgação de trabalhos, tem de se adaptar à crescentes mudanças onde a massa consumidora caminha. E se quer se tornar conhecido, tem que acompanhar e se adaptar.
Novos tempos. Novos leitores. Novas mídias.

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