O Homem do Castelo Alto, de Phillip K. Dick – Resenha de livro

Home-do-Castelo-Alto_PKDEditora Aleph

300 págs.

 

A temática recorrente da abordagem criativa do autor suscita a visão personalista sobre as várias realidades que poderiam sobrepor sobre á nossa. É natural com aqueles que especulam as possibilidades de quais serem mais realistas possível, dependendo do advento de fatos históricos.

Interessante o enfoque especulativo histórico que o autor considerou e levou-o a criar uma história onde outra realidade é construída a partir do evento histórico da Segunda Guerra Mundial, onde o Eixo, formado por Alemanha, Itália e Japão, obteve a vitória sobre os aliados. A dominação dos países do Eixo é sobre tudo quanto é campo, desde a tecnologia, ocupação social e econômica e sobretudo, o extermínio racial fomentado por ambas as nações dominadoras.

A sociedade criada pelo autor mostra camadas de complexidade, onde ser um americano naturalmente nascido em solo da América é considerado uma aberração racial. A única valorização do estadunidense é reduzida á condição de consumismo de sua cultura antiga, adquirida levianamente, sem compreender de fato o que é a essência do lugar que antes era considerada a Terra da Liberdade.

Dentro da narrativa ocorre a inserção do uso da arte adivinhatória do I Ching, que é difundida pelos japoneses e largamente utilizada pra predizer cada ação a ser feita pela pessoa.

Outra inserção peculiar na obra é a citação de um livro considerado pelas autoridades perigoso e proibido pela mensagem que está inserido nele. Este livro entitulado “O Gafanhoto se Torna Pesado”, é considerada uma obra polêmica, onde os curiosos e os já leitores consideram-na fantasiosa e até mesmo uma Ficção Científica. A narrativa do livro fictício enfoca uma outra realidade onde os aliados venceram a Segunda Guerra Mundial. A obra fictícia causa impacto nos leitores, que se sentem chocados ou maravilhados com a possibilidade de outra realidade em que vivem. A obra causa uma inquietação em que faz muitos leitores procurarem o autor que a escreveu. Querem conhecer e constatar se o que em sua obra possa existir essa realidade paralela. Este, com a fama de viver isolado nas montanhas, próprio se nomeia como “O Homem do Castelo Alto”. A alcunha de Castelo Alto seria relacionado à moradia dele nas montanhas, que seria uma casa fortificada.

Sua obra, mesmo sendo proibida, é distribuída como sendo uma contravenção cultural e que muito não compreender e encaram como um símbolo de um modismo de contracultura. Apesar de ser uma obra de ficção, o governo vigente encara-a como um tipo de material subversivo e destinado a ser eliminado. Qualquer traço de uma ideia diferente da ideologismo governamental é passível de eliminação sem julgamento. Nem a especulação é aceita pois qualquer material que ocasione o indivíduo imaginar algo diferente é sumariamente reprimido

O prognóstico da trama em geral é sombria e distópica, onde não importando qual realidade a ser escolhida. O clima de repressão é sufocante e margeada de desconfianças e um crescente tensão de que algo está para rasgar a realidade, prestes a mudar o mundo que conhecem.

O final, a meu ver, decepciona um pouco pelo simplismo adotado pelo autor, que encerra de maneira melancólica e sem a violência ou distúrbios sociais que o encadeamento dos fatos leva a se acreditar que ocorrerá. O encerramento está mais na questão filosófica do que é o especular de uma outra realidade ocasiona nas pessoas que acreditam em tempos diferentes das que elas vivem.

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