A Mala e a Cidadela

5013a2ad1ced222121961ad9fca1395a (1)Trecho extraído do texto da orelha do livro “Cidadela”.

Saint-Exupéry na juventude foi um excelente estudioso de filosofia. Anotava em pequenos cadernos os pensamentos, as suas observações.

Onde quer que estivesse, ia enchendo as páginas destes com sua escrita por vezes indecifrável, e os guardava numa mala de couro que levava consigo sempre que se deslocava.

Pouco antes de seu trágico acontecimento, ocorrido na manhã de 3 de julho de 1942, Saint-Exupéry pediu a seu chefe e amigo, o coronel Gavoille, que, caso não voltasse de uma das perigosas missões que tinha então a realizar, entregasse o seu espólio ao Dr. Georges Pélissier, em casa de quem se alojara durante sua estada em Argel de agosto de 1943 ao mês de maio do ano seguinte.

A 10 de agosto de 1944, duas semanas após a morte do escritor-aviador, Gavoille atendeu ao pedido do ex-camarada. Entre outros pertences de menor valor, encontraram-se anotações, desenhos e manuscritos de Cidadela. Esta obra, Saint-Exupéry começou a trabalhar em 1936.

“Estou escrevendo um poema”, disse um dia a Pélissier. Continuou a redigi-lo nos anos que passou nos Estados Unidos.

Em 1943, o original contava com 915 páginas datilografadas. E era o pensamento do autor dedicar-lhe mais dez anos de trabalho. A Galloz, um amigo, confidenciou: “Em comparação com essa obra, todos os meus outros livros não passam de exercícios.”

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