Escrever é uma terapia constante

Recentemente participei de um desafio literário (Entrecontos).

Elaborei meu conto, adequei-o nas 1500 palavras, revisei e segui todos os passos do regulamento.

Na apuração final: último lugar (40º lugar). Meu conto teve muitos comentários negativos, tanto de desconhecidos (que menos doeu) e até dos que conhecia. Sob um pseudônimos, quem comentava não podia ver se era seu amigo ou não. Apesar das negativas, era algo que esperava.

Se tivesse ocorrido a uns 2 anos atrás, de quando de fato comecei a escrever mais seriamente, a depressão seria a primeira coisa que me abateria.

Mas não foi o que ocorreu.

Desde que decidira participar desse desafio, esperava sempre o pior. E sabia sobretudo que os participantes, os mais premiados, seriam sempre melhores, não importantdo se o tema não era o que mais versavam, sendo bons, podiam escrever bem sob qualquer circunstância que sempre estariam à frente.

Sempre tive a consciência de que minha escrita não se igualaria aos bons de fato. Desenganada de minha humilde posição de aprendiz, nunca me vi escritora e sim uma contadora de história, que já fazia sendo ilustradora. O desenho perdeu o sentido para mim quando meu marido se foi, para quem me baseava a inspiração de criar. Mas o lado criativo tinha de encontrar um meio de extrapolar e tentei a escrita. O começo foi difícil, cheio de problemas a consertar, muito a trabalhar, humilhações e desprezo por parte dos mais experientes. Ainda tenho resquícios de problemas a serem eliminados, mas bem poucos dos que possuía antes.

Tudo agora faz sentido em minha mente criativa. Tudo se encaixou e, ao mesmo tempo, escrever tem sido o caminho da autocura de minha depressão, dando-me um novo meio, mais rico, profundo e que melhor tem me dado resultados ao lidar com os sentimentos e pensamentos destrutivos.

Sentido-me segura e esperando que o mundo não existe perdão sem ter amigos, decidi participar ao menos gostando muito do que escrevi, indo até o fim, quando se encerrou o desafio.

Não me abalei pois o meu ganho pessoal foi muito maior do que uma votação social.

Ao mesmo tempo foi um ganho social pois interagi razoavelmente bem e conheci novas pessoas. E estranhei as que conhecia, como meros avatares que comentam.

Reconhecendo mais positivismos, sei que desse caminho vou poder contar com pessoas incríveis, e sobretudo, com o maior de todos os apoios, a minha autoestima restaurada e fortalecida.

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