Um Tom Mais Escuro de Magia, de V.E. Schwab – Resenha de Livro

um_tom_mais_escuro-de-magia_schwabEditora Record
418 págs.

Literatura juvenil com um bom desenvolvimento de história, com agregação de elementos que podem ser encontrados no universo ficcional, com uma mescla gerando uma hibridagem criativa e inesperada. O tema “Magia” é redescoberto em sua nova maneira de narrativa, destilando-a em nuances de uma trama agradáveis à leitura e ao leitor comum, mesmo apra os que são acostumados à temática.

Em uma concepção de plano de fundo diferente do que já encontrado, cada mundo de uma mesma cidade é representada por uma cor. No caso, a cidade é Londres, em uma ambientação que lembra meados do século XVIII. Cada Londres é representada nas cores Vermelha, Cinza, Branca e Preta.

Existe uma explicação para o uso de cada cor.

No caso, Vermelho representa Vida/Magia pulsante e ativa, onde os habitantes a possuem e manipulam livremente. A cor cinza representa o esgotamento da magia, em uma terra onde se sabe que existe mas que ela se exauriu. O Branco é a ausência de Magia, onde ela se esgotou, tornando as pessoas ávidas por qualquer resquício dela. Já a cor Preta, seria a totalidade da Magia, em declínio os valores humanos, onde ela corre livemente de forma destrutiva. A última, sendo um mundo que se destruiu, foi barrada para que outros mundos se prevalecessem, antes que fossem consumidos por ela.

O jovem Kell, sendo de uma raça peculiar dos Antaris, tem o hábito atravessar as várias Londres para deleite próprio, buscando objetos de coleção pessoal. Esse hábito censurável deixa-o em uma situação calamitosa quando traz um objeto proibido de uma das Londres. Quando percebido o erro, ele terá que correr para não só minimizar os efeitos do que fizera, mas sofrer os efeitos do que fizera. O ato impensado cobra seu preço, caro demais para Kell. Junta-se à aventura a deliquente Lila Bard, ladra atuante nas ruas da Londres Cinza, é a única confiável que se dispõe ajudar Kell, em troca de algo mais emocionante para sua vida naquela cidade. Nessa jornada, ele arrasta pessoas pelo caminho, em uma trilha de sangue, mortos e lágrimas.
O enfoque da temática de magia é feita de forma criativa e corajosa em uma tentativa de se firmar em uma era pós-Harry Potter, cujo tema esvaziou-se e referenciou quase tudo a obra ao tema Magia, provando que, com criatividade, certos paradigmas pdoem ser quebrados em novas obras.

Particularmente achei a escrita da autora meio imatura, mas devido à sua recente carreira literária, não impediu de ter boas ideias e uma aventura interessante, com uma leitura cativante. O começo demora um pouco para engrenar na ação, mas em seu devido tempo ocorrem as conhecidas “correrias”, que não permite muitas pausas por tornar viciante o desenrolar da trama. Certos elementos são um tanto clichês (piratas, principes, rei, rainha, o malvado feio, etc.), mas da maneira utilizada mesclada a outros, não deixou de ter o seu atrativo. Existem trechos onde a autora poderia ter um desenvolvimento melhor ou mesmo um enfoque mais poético-filosófico, além de carecer do descritivo de ambientação e situações, principalmente às cenas de ação, que pareceram um pouco falahs.

Lembrou-me um pouco de certas histórias mais antigas no estilo “Mangá”, que algumas versavam nessa temática de realeza do século XVIII, com a exuberância de trajes e arroubos românticos em aventuras de capa e espada. Mas que tudo remonta orignalmente à era do Romantismo.

Enfim, uma boa aventura para se divertir, sem grandes compromissos.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s